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Avaliação das Instituições educativas

Código: MAE10104    Sigla: AIE
Área Científica: Formação Específica em Administração Educacional

Ocorrência: 2019/20 - 1S

Área de Ensino: Ciências Sociais

Cursos

Sigla Nº de Estudantes Plano de Estudos Ano Curricular Créditos Horas Contacto Horas Totais
MAE 21 Despacho n.º 16330/2012 8 35 216

Horas Efetivamente Lecionadas

MAE

Ensino Teórico-Prático: 0,00

Docência - Horas Semanais

Ensino Teórico-Prático: 2,00

Tipo Docente Turmas Horas
Ensino Teórico-Prático Totais 1 2,00
Paulo Jorge de Castro Garcia Coelho Dias   2,00

Docência - Responsabilidades

Docente Responsabilidade
Paulo Jorge de Castro Garcia Coelho Dias Responsável

Língua de Ensino

Português

Objetivos de Aprendizagem (conhecimento, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)

1. Problematizar a natureza da profissão de professor;
2. Refletir sobre as dimensões do conhecimento profissional do professor.
Competências: com os objetivos 1 e 2 pretende-se o desenvolvimento de competências técnico-científicas sobre o conhecimento da carreira de professor;
3. Discutir a relação entre avaliação e desenvolvimento profissional e organizacional. Competência almejada: dotar os formandos de uma consciência crítica que lhes permita compreender que os processos de avaliação constituem oportunidades de crescimento pessoal e profissional;
4. Conhecer os fundamentos subjacentes a diferentes modalidades da avaliação de âmbito nacional e internacional;
5. Reconhecer a avaliação como um processo reflexivo;
6. Trabalhar com os formandos alguns instrumentos práticos associados à avaliação profissional dos professores e das organizações.
Competências pretendidas: com os objetivos 4 a 6 pretende-se que os formandos construam um acervo conceptual em termos dos processos de avaliação educativa e que sejam capazes de implementar processos de auto e heteroavaliação com elevado sustentáculo teórico e teórico-prático.

Conteúdos programáticos

1 ¿ Breve génese temporal do processo de avaliação em Portugal;
2 ¿ As grandes questões estruturais ligadas aos processos de avaliação;
3 ¿ Os critérios fundamentais que devem nortear um processo de avaliação no âmbito educacional:
3.1 - Perspetiva comparada dos sistemas de ensino no âmbito europeu e norte-americano.
4 ¿ O processo de avaliação das instituições educativas em Portugal;
5 ¿ Indicadores-chave nos processos de avaliação das instituições educativas em Portugal.

Demonstração da Coerência dos Conteúdos Programáticos com os Objetivos de Aprendizagem da Unidade Curricular

Através do ponto 1 ¿ breve génese temporal do processo de avaliação em Portugal- pretendemos integrar a incontornável necessidade dos processos de avaliação naquilo que foi, tem sido e continuará a ser, o engrandecimento de uma profissão fundamental ao desenvolvimento de uma sociedade do conhecimento: a docência. A compreensão da escola enquanto grande agente educativo e do corpo de docentes que a integram, como um dos seus principais pilares, fica assim percecionada na sua lógica evolutiva, desde a primeira reforma de Galvão Teles, à Lei de Bases de 1986, passando pela importante reforma de Veiga Simão. Desta forma, procuramos dar prossecução ao nosso objetivo 1, pois facultamos um amplo espaço de problematização sobre aquilo que foi, é e previsivelmente poderá vir a ser, o lugar da profissão de professor no âmbito da sociedade portuguesa. Mormente, pela evolução desta mesma sociedade, tais conteúdos permitem percecionar a nova pluralidade de papéis cada vez mais associados à docência: a mediação entre a cultura institucional urbana e a cultura tantas vezes periférica das minorias étnicas; a intervenção junto de alunos com necessidades educativas especiais; a monitorização, em contexto formal, de aprendizagens que se processam cada vez mais em âmbitos não formais ou até informais, etc., etc. dando, por sua vez, prossecução ao nosso objetivo 2.
Mediante o desenvolvimento do 2º grande conteúdo proposto ¿ As grandes questões ligadas à avaliação ¿ pretende-se interrogar, do ponto de vista teórico mas, fundamentalmente, teórico-prático -aquilo que tem sido mais frutífero nos processos de avaliação (nas suas diferentes modalidades), alertando para um carácter de engrandecimento da profissão docente por oposição à lamentável perspetiva, por vezes bastante generalizada, de que se trata de uma atividade meramente rotineira, burocrática e desvinculada de um efetivo progresso profissional. Este conteúdo pretende dar resposta ao nosso objetivo 3.
Através do conteúdo 3 ¿ Critérios fundamentais que devem nortear um processo de avaliação no âmbito educacional- pretendemos apresentar uma ampla panorâmica dos instrumentos, processos, metodologias, vantagens e desvantagens dos vários modelos de avaliação que têm vindo a ser implementados, desde logo a nível internacional. Pelo seu carácter técnico, este grande conteúdo pretende dar uma resposta direta ao nosso objetivo 4. Complementarmente, face às questões práticas levantadas e aos fins últimos da avaliação remete (reforçando o nosso objetivo 3) para a missão da avaliação, dando prossecução ao objetivo 5.
Mediante os conteúdos 4 e 5 ¿ respetivamente, O processo de avaliação em Portugal e Os indicadores-chave da avaliação em Portugal- contextualizamos brevemente as metodologias adotadas face às congéneres internacionais, aprofundando, posteriormente, as opções efetivamente seguidas em Portugal: o seu porquê e o respetivo modus operandi. Tal, permite-nos dar cabal resposta ao nosso objetivo 6.

Metodologia de Ensino (Avaliação incluída)

A orientação metodológica global consubstancia-se em metodologias participativas. A perspetivação de um processo de avaliação globalmente entendida arvorar-se-á, assim, com e na prática e experiência dos próprios formandos, em articulação com um conjunto de referências teóricas adequado. Em termos de atividades e estratégias concretas a nossa metodologia preconiza, entre outros aspetos, os seguintes: 

1. Trabalho individual e em pequeno grupo;
2. Análise crítica de textos diversificados;
3. Elaboração, apresentação e discussão de trabalhos ao nível do grupo-turma.
(Como suporte ao processo de ensino-aprendizagem teremos o Zoom e a moodle).

Avaliação: 
Trabalho individual sobre avaliação (80%)
Participação nos fóruns (20%).

Exame final 100%



Demonstração da Coerência das Metodologias de Ensino com os Objetivos de Aprendizagem da Unidade Curricular

As estratégias 1 a 3 ¿ respectivamente, o Trabalho individual e em pequeno grupo, a Análise crítica de textos diversificados e a Consulta de diferentes fontes de informação ¿ constituem um conjunto de procedimentos que fazem emergir, a seu tempo, quer os conhecimentos e os saber-fazer individuais, numa ótica de mobilização de conceitos subsunçores na aceção ausubeliana de uma aprendizagem significativa; quer, mormente, o desenvolvimento de momentos de brainstorming onde, com o envolvimento ativo dos diferentes membros de um grupo, se consegue alcançar um corpo mais profundo e consistente de conhecimentos ou saber-fazer relativos a um determinado tema. Pela sua natureza, estas estratégias, usadas em simultâneo ou em complementaridade, são adotadas para a prossecução dos objetivos 1 a 5. Efetivamente, esses objetivos referem-se à problematização de conteúdos essencialmente teóricos. Ora, a discussão individual ou em grupo de tais conteúdos é uma forma adequada à sua compreensão. Mais concretamente, os formandos, ao mobilizarem no âmbito das suas análises conceptuais os conhecimentos que já detêm sobre esses assuntos (conceitos subsunçores) estarão, com grande probabilidade, a fortalecer o seu mapa conceptual em torno desses mesmos conceitos, através de reconciliações integrativas ou através de aprendizagens significativas subordinadas ou superordenadas, na aceção ausubeliana.

Com a estratégia 4 - Elaboração, apresentação e discussão de trabalhos ao nível do grupo-turma- pretendemos dar prossecução ao nosso objetivo 6. De facto, enquanto os objetivos 1 a 5 se centraram essencialmente na problematização sobre conhecimentos teóricos adstritos à avaliação de instituições educativas, o objetivo 6 pretende partir de tais conhecimentos (desde logo, utilizando os indicadores de avaliação identificados) para problematizar situações educativas concretas (ou eventualmente fictícias), mas onde tais indicadores são efetivamente aplicados na prática. O trabalho de propostas em grupo posteriormente apresentadas e problematizadas no mais amplo contexto do grupo-turma revela-se uma estratégia adequada.
O processo interativo é indispensável nesta UC. Assim, ou presencialmente ou à distância, via Zoom, haverá interação entre os intervenientes na UC -estudantes e docente. Esta dimensão síncrona será complementada com outra, de dimensão assíncrona baseada na participação nos fóruns da moodle da UC.

Bibliografia de consulta (existência obrigatória)

Alaiz, Victor.; Góis, E. & Gonçalves, C. (2003). Auto-avaliação de escolas: pensar e praticar. Lisboa: Asa Editores.
Azevedo, J. (org.) (2005). Avaliação da escola: fundamentar modelos e operacionalizar processos in Avaliação da Escola ¿ Modelos e Processos. Actas/Seminário Avaliação das Escolas., organizado pelo Conselho Nacional de Educação. Lisboa: CNE/ME. pp.13-99.
Azevedo, J. (org.). (2002). Avaliação das escolas: consensos e divergências. Lisboa: Asa Editores.
Barroso, J. (1997). Autonomia e Gestão das Escolas. Lisboa: Ministério da Educação.
Earl, L. M. (2003). Assessment as learning. Thousand Oaks, CA: Corwin Press.
Galvão, C. e Reis, P. (2002). Um olhar sobre o conhecimento profissional dos professores: O estágio de Sofia. Revista de Educação,XI(2).165-178.
Hargreaves, A. (2000). Four ages of professionalism and professional learning. Teachers and Teaching, 6(2), 151-182.
Landsheere, Gilbert de (1997). A pilotagem dos sistemas de educação. Como garantir a Qualidade da Educação?. Porto: Edições Asa.

Observações (Esta área destina-se ao período transitório e de exceção de resposta à pandemia da COVID19)

Na sequência da suspensão das atividades letivas e não letivas com presença de estudantes em todas as instituições de Ensino Superior iniciada no dia 16 de março de 2020, no âmbito das medidas extraordinárias e de caráter urgente do Governo em resposta à situação epidemiológica do novo coronavírus/Covid-19, reavaliada a 9 de abril e com base no deliberado pelo despacho nº 82/2020, de 11 de março, e pelo despacho n.º 115/2020, de 9 de abril, do Sr. Presidente Interino do Instituto Politécnico de Santarém, esclarece-se que a unidade curricular passou a funcionar num processo de ensino-aprendizagem a distância desde essa data e até final do período letivo de 2.º semestre, sendo assegurada a interação entre estudantes e docentes por via digital, suportada por diferentes ferramentas. Neste contexto, o docente procede às adaptações necessárias no que respeita a metodologia, incluindo a avaliação, sendo estas integradas na FUC e explicitadas com os estudantes.